domingo, 18 de outubro de 2015

SEQUÊNCIA DIDÁTICA



SEQUÊNCIA DIDÁTICA

TEMA: 

Gênero textual; Conto de fadas

PÚBLICO-ALVO: 

Estudante do 6º ano do ensino fundamental

OBJETIVO GERAL 
Oferecer noções técnicas e instrumentos que permita aos alunos com que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de comunicação do convívio social.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Esperamos que os alunos desenvolvam habilidades de comunicação oral.

CONTEÚDO(S):
Conto de fadas “Cinderela/Gata Borralheira”

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

Primeira aula:
No primeiro momento iremos expor que o conto de fadas selecionado para este trabalho é Cinderela, também conhecido como Gata Borralheira. Neste momento, iremos solicitar que os alunos exponham seus conhecimentos sobre este conto de fadas, suscitando neles seus conhecimentos e impressões primeiras e cotidianas do conto.

Segunda aula
 Iremos entregar a primeira versão, o conto “Cinderela”, e faremos uma discussão sobre o mesmo. Logo após apresentaremos a segunda versão, A Gata Borralheira, fazendo novamente a discussão e pedindo para realizarem uma análise comparativa entre as duas versões do conto.

Terceira aula:
Passaremos, aos alunos, o filme “Cinderela,” para desenvolver uma atividade de interpretação, na qual contemplará, em nível de observação, dos mesmos itens abordados na atividade anterior.

Quarta aula:
Passaremos, aos alunos, o filme “Cinderela 2: Os Sonhos se Realizam”, a fim de desenvolver uma atividade de interpretação, na qual contemplará, em nível de observação, dos mesmos itens abordados na atividade anterior.



Quinta aula: 
Realizaremos alguns apontamentos acerca do gênero “Conto de Fadas” (histórico, escritores, outros tipos de contos, etc.). Instruiremos os alunos quanto ao seu aspecto estrutural, elementos da narrativa: O quê? Com quem? Quando? Onde? Como? E pediremos aos alunos que localizem no texto esses elementos.
Será realizada, finalmente, uma apresentação dos textos produzidos em sala de aula, Os critérios para a apresentação dos resultados, bem como os arranjos da apresentação, serão definidos juntamente com os alunos.


PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS:

Os alunos serão avaliados durante todo processo a partir da participação, da realização das atividades propostas e do registro feito pelo professor.

RECURSOS:
Computadores com acesso à internet;
Projetor (data show);


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O professor e suas identidades


 

Uma das identidades históricas do professor é a do sábio, que é aquele professor que se identifica como produtor de um saber é alguém que não precisa de instrução, de  capacitação, por se identificar como um profissional completo e pensar que sabe tudo se tornam alguém que só transmite o conteúdo, e não necessita jamais de instrução e capacitação. 
A educação jesuítica era algo imposto, rígido era totalmente focada em formar letrados; O ensino era passado de forma mecânica, era algo pronto onde não se permitia questionamentos, ou qualquer outra atitude que fosse contrária a determinação do clero, então toda a importância da verdadeira identidade indígena, assim como a sua cultura, não sendo permitida a produção de conhecimento adequado, e infelizmente essa “herança” foi passada adiante através dos anos, o ensino atual ainda por diversos professores é passado de forma mecanizada, quando o professor pensa que ensinar se resume em transmitir o conteúdo do livro didático sem a necessidade de levar o aluno a refletir, a questionar, a pesquisar, sendo assim o professor atual em diversas situações ainda leva consigo características da educação jesuítica.
O professor é considerado o portador do conhecimento, a pessoa que tem acesso ao conhecimento, porém esse conhecimento adquirido por ele é o resultado do trabalho onde foi desenvolvida uma determinada pesquisa sobre esses assuntos específicos, ou seja, a área de atuação desse professor, então foi algo científico, foi algo que ele adquiriu pronto, resultado de uma pesquisa realizada por outras pessoas, sendo assim, esse resultado não foi adquirido por ele, ele tem acesso ao trabalho científico em sua formação sem ser ele próprio produtor de conhecimento, pois ele não desenvolveu tal pesquisa, e não é responsável pelo produto que vai ensinar, é nesse contexto que existe essa característica de “desatualização” presente na identidade do professor.
 A tarefa do professor de elaborar o conteúdo a ser ensinado em sala de aula, é desenvolvida através dos mais variados recursos didáticos, visando sempre à realidade em que vive o aluno; as dificuldades que esse aluno irá enfrentar no aprendizado do conteúdo e utilizar da linguagem adequada ao aluno para esse compreenda o conteúdo que está sendo transmitido. 
A problemática das avaliações objetivas é que a maioria dos alunos decora respostas, outros escolhem uma questão sem nenhuma noção de certo ou errado, sendo assim complicando para uma melhor avaliação por parte do professor para com o aluno, pois, muitos que estudam e compreendem determinado conteúdo pode ter alguma dificuldade na hora das provas e outros com pouco interesse ao marcar ou decorar conseguem boas notas, devido á estes métodos de avaliar. Percebem-se alunos que colocam nomes em trabalhos feitos por colegas, e até mesmo fazem abaixo-assinados para sensibilizarem professores, principalmente para diminuir ás exigências de leitura entre outros.

Há estudantes com a auto-estima baixa, e o professor deve adquirir métodos e abrir caminhos para melhorar a situação desses alunos. Professor ensina e aprende ao mesmo tempo, aprende junto com os alunos e com o convívio social. As necessidades do educando é criar meios para conseguir mediar suas ideias e adquirir conhecimento também. O professor indica caminhos para que os alunos possam refletir e dar opiniões na sociedade, enquanto que o educador é como a televisão impõe um modelo a qual deve ser seguidos e muitos que não tem o devido conhecimento são induzidos a determinado modelo.

Ser professor é educar, formar sujeitos com opiniões, críticos, é fornecer informações e ao mesmo tempo adquiri-las, é orientar sujeitos para a vida tanto no social como pessoal.
    
A expressão "Capataz de livro didático" vem sendo utilizada por alguns autores entre esses, Paulo Coimbra Guedes, para enfatizar sobre a postura do professor que segue como um manual o livro didático, sem enxergar nada além do livro didático, muito menos a realidade do aluno, é o ensino de forma mecanizada, é algo pronto, imposto sem nenhuma possibilidade de adequação a realidade de vida do aluno. 
Na reforma pombalina, por exemplo, não existia nenhum senso pedagógico além da ignorância das matérias que eram ensinadas, percebe-se que o papel do professor desde o começo era submetido, era preso ao livro didático e no decorrer da história isso ainda reflete nos professores dos dias atuais; esse e outros problemas continuam e são diversos por falta de investimento na qualificação e conscientização de professores e muitos desses problemas é consequência da desvalorização da profissão de professor dentre outras coisas. 
     Segundo Guedes (1942), a formação do professor é composta por mudanças. O aluno de Letras já trás consigo toda uma bagagem escolar "por isso ao chegar à graduação, o aluno de uma licenciatura já viveu, pelo menos, onze anos de sua vida em contato diário e bastante diversificado com  exercício da profissão (...)", desta forma o professor, diferentemente dos outros profissionais, são vistos como pessoas que já saibam como agir, que saiba aproveitar toda a gama de exemplos que tiveram ao longo de sua vida de aluno, o discernimento na escolha dos modelos a serem seguidos é que vai dar rumo para que o seu trabalho enquanto professor se desenvolva da melhor maneira possível. 
     
     As principais deficiências que existe nos cursos de letras, segundo Guedes (1942), é que o aluno na maioria das vezes, quando realiza o vestibular está escrevendo pela primeira vez um texto, com isso, a tentativa de construir uma formação teórica em alunos que não exercitaram a leitura e a escrita se torna "impossível".

.